Ceará das Rabecas

Proposta, justificativa e alcance

Os sons da tradição voltam a ecoar em Fortaleza. O III Ceará das Rabecas volta, repaginado, atualizando a tradição, estabelecendo o diálogo com as novas gerações e marcando o calendário de eventos da cidade.

Tudo que as outras edições trouxeram será mantido: mesas na tradição acadêmica, oficinas de luteria, xilogravura e fotografia, exposição, apresentações dos mestres e dos grupos jovens que incorporam a rabeca em suas formações.

A partir desta terceira edição, além de tudo o que já se incorporou e fez do Ceará das Rabecas uma referência de evento de sucesso (de público, de crítica e de repercussão na mídia) será mantido e acrescido da novidade que contribuirá para fortalecer e rejuvenescer o que se afirmou como espaço de convivência entre tradição e contemporaneidade, novo e velho, urbano e rural, cearense e fortalezense.

O III Ceará das Rabecas trará o que está sendo chamado de “Rabecas de Bolso”. Serão apresentações de rabequeiros em espaços públicos, abertos, lugares de passagem e de concentração de pessoas que se sentirão motivadas a uma participação no evento.

A idéia é que os rabequeiros façam apresentações acompanhados por triângulos e pandeiros (ou zabumbas) nos terminais do Papicu, Parangaba, Messejana e Antonio Bezerra, em horários de maior movimentos de passageiros, em consonância com a administração desses terminais. A Estação Parangaba do Metrô de Fortaleza também poderá sediar uma performance de rabeca.

Da mesma forma, apresentações serão feitas no Mercado São Sebastião, no Mercado Central e na Pracinha da Ceart, à Avenida Santos Dumont. Também serão palcos, as praças do Ferreira, dos Leões, José de Alencar, Coração de Jesus e da Estação.

Escolas das redes estaduais e municipais de ensino, situadas na periferia de Fortaleza, também receberão a música destes artistas da tradição. Da mesma forma, Universidades e faculdades poderão ganhar a trilha das quatro cordas das rabecas sertanejas.

O que se pretende é evidenciar que o som da tradição “ocupou” ou ” invadiu” Fortaleza, que a cidade está receptiva e se envaidece de sediar este evento, e que existe algo de novo no ar, o “tirinete” das rabecas que fazem a festa que nos deixa mais antenados com a tradição e mais com os pés fincados no cotidiano, focando, a partir daí, a construção de projetos de futuro.

O III Ceará das Rabecas se atualiza sem perder sua essência, pelo contrário, difundindo suas propostas, ganhando mais aficionados por este som rascante, envolvente e que vem das entranhas, do oco da tradição, para se espalhar na cidade que é uma metrópole. Esta é a pedra basilar desta proposta cultural e deste evento vitorioso.

Deixe um comentário

, Facebook ou Twitter